Tenho um segredo. Cá dentro, bem aqui no peito.
Eu o ignorei para ver se ele decidia dormir.
E assim sucedeu.
Porém, uma nota, um som, o despertaram e toda a magia da escrita renasceu deste vermelho sonho.
Seja bem vinda, querida,
Eu a acolho de bom grado.
Vamos juntas escrever nosso segredo dourado.
Vertentes
sábado, 21 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Sete mares

Cale-se e preste atenção naquilo que o coração medita através dos lábios. Onde está teu segredo?
Guardado no âmago mais profundo de meu espírito.
A mente vagueia pela inércia do inexistente. Obscurece-se por achar que ama. Ama por achar que não odeia. Chora por guardar tudo tão bem, para seu próprio mal.
Os antônimos da beleza residem na passividade dos pensamentos nus. Como ervas daninhas, esquecemos o quanto é bom ser imperfeito. O quanto é natural deixar-se levar quando o céu está azul.
Não existe!
Gritou.
Não existe!
Gritou.
Mas, o que é real?
Seria a pele irregular da morena clara rebelde? Ou o sorriso tão tenro dos olhos negros?
Não se preocupe, sou especialista na morte. Trago-a para mim quando você não suportar mais minha voz, cor e religião.
Consumo ossos, alegrias. Sou o engano.
Urre o mais alto que puder, e tudo será distorcido.
Costumam dizer a boa verdade: somente a palavra branda aplaca o furor.
Esqueça.
Olhe para o alto.
Para dentro de si.
Lembre-se do sacrifício, da vitória.
E a dor não fará sentido.
Escute com amor.
Guarde as Palavras no coração.
Arrebate-se do mundo e o teu tesouro será maior que os mares.
E a tua boca proferirá esperança.
Abi Agnes
domingo, 18 de março de 2012
365

Passagem
Pois eles não possuem significado para mim.
Diga-me como conta os teus dias,
Nossos anos,
E eu entenderei o que é crescer.
No tempo não há repouso:
há paz.
Mesmo assim, ela não vem de nós,
Ou do frio...
Certas coisas a mente sabe,
Outras o espírito entende,
Enquanto as almas se conectam.
Nossos segredos,
tão bem detalhados,
Metáforas e entendimentos,
Portos, seguros e mar:
muito mar.
Conte-me de nossos dias,
Pois sei bem que eles nunca acabarão.
Abi Agnes Mourão
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Cegueira
Alienação
Passa-te e não podemos perceber.
Pego-me a ver somente o que é mostrado.
As voltas foram deixadas de lado com a evolução
E eu não sei o sentido de uma vida.
Aqui, em meio esta muda multidão,
Escutei um pensamento
E ele vinha de mim.
Parei e senti um gemido.
Uma dor.
A fome miserável.
A alegria infame.
Pensei e me perguntei
O que faria com tamanha revelação.
Se posso ver através de meus olhos,
Quem me impedirá?
Quando minhas vendas caíram
Eu pude te ver.
A boca,
O cabelo,
A respiração.
Tão reais,
Tudo tão teu.
Porém, Nada de meu.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Homenagem

Deixo aqui meu sincero luto para com a morte de Whitney Houston.
Estrela de morte prematura, desejo que ela encontre, enfim, a paz e o descanso nos braços de Deus.
I look to You (Whitney Houston) -
Tradução (by: vagalume.com)
Ao me deitar
O céu me ouve agora
Estou perdida sem uma causa
Depois de me dar por inteira
As tempestades de Inverno vieram
E escureceram meu sol
Depois de tudo que passei
A quem posso me voltar?
(Refrão)
Eu olho para você
Eu olho para você
Depois que toda a minha força se foi
Em você posso ser forte
Eu olho para você
Eu olho para você
E quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção, eu olho você
(Verso 2)
Depois que perco a minha respiração
Não há mais porque lutar
Não há mais pensamentos de se reerguer
Procurando por aquela porta aberta
E cada caminho que tomei
Levou-me ao desgosto
E não sei se irei fazer
Nada a fazer senão levantar a minha cabeça
(Refrão)
Eu olho para você
Eu olho para você
Depois que toda a minha força se foi
Em você posso ser forte
Eu olho para você
Eu olho para você
E quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção
Eu olho para você
(Ponte)
O meu amor foi todo destruído (oh Senhor)
As minhas paredes caíram sobre mim
Caindo sobre mim (a chuva está caindo)
A chuva está caindo
A derrota está chamando (me liberte)
Preciso de você para me libertar
Leve-me para longe da batalha
Preciso de você para brilhar sobre mim
(Coro)
Eu olho para você
Eu olho para você
Depois que toda a minha força se foi
Em você posso ser forte
Eu olho para você
Eu olho para você
E quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção
Eu olho para você
Eu olho para você
Eu olho para você...
O céu me ouve agora
Estou perdida sem uma causa
Depois de me dar por inteira
As tempestades de Inverno vieram
E escureceram meu sol
Depois de tudo que passei
A quem posso me voltar?
(Refrão)
Eu olho para você
Eu olho para você
Depois que toda a minha força se foi
Em você posso ser forte
Eu olho para você
Eu olho para você
E quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção, eu olho você
(Verso 2)
Depois que perco a minha respiração
Não há mais porque lutar
Não há mais pensamentos de se reerguer
Procurando por aquela porta aberta
E cada caminho que tomei
Levou-me ao desgosto
E não sei se irei fazer
Nada a fazer senão levantar a minha cabeça
(Refrão)
Eu olho para você
Eu olho para você
Depois que toda a minha força se foi
Em você posso ser forte
Eu olho para você
Eu olho para você
E quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção
Eu olho para você
(Ponte)
O meu amor foi todo destruído (oh Senhor)
As minhas paredes caíram sobre mim
Caindo sobre mim (a chuva está caindo)
A chuva está caindo
A derrota está chamando (me liberte)
Preciso de você para me libertar
Leve-me para longe da batalha
Preciso de você para brilhar sobre mim
(Coro)
Eu olho para você
Eu olho para você
Depois que toda a minha força se foi
Em você posso ser forte
Eu olho para você
Eu olho para você
E quando as melodias se foram
Em você ouço uma canção
Eu olho para você
Eu olho para você
Eu olho para você...
---
Esta música ela cantou em homenagem ao Todo Poderoso, Senhor dos Senhores, Jesus. Sei que, neste momento, suas causas, seus esforços, seus sonhos, expectativas, temores, dores, alegrias e angústias, encontram-se inteiramente sob os cuidados de Deus.
Descanse em paz, Whitney.
Tua voz ecoará enquanto os homens puderem caminhar com suas pernas.
Abi Agnes
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Anonimato

Do que adianta respirar céu se ele é tão distante do mar?
Todos os dias o suspirar acompanha os pulmões de quem não se aceita.
Mas, este aceitar é fútil, inútil.
Sabe disso.
A insistência em acreditar numa mentira é tolice. Então, porque soluções falsas apresentam-se tão doces?
É fácil dizer que amanhã será melhor todos os dias. Mas, quando o amanhã vai chegar de fato, é uma dúvida que permeia o coração.
Ter e não poder ter é a maior tortura que alguém já pôde passar.
O puro se torna estorvo profano, e o coração abandona as esperanças de dias melhores.
Eu e você aqui neste quarto finito, com amor pausado infinitamente em olhares amigos. Tudo é tão sem sentido que o natural dá lugar a uma culpa infundada.
Culpa de quê?
Agora, os objetivos passaram a divergir na fina camada dos sonhos, convergindo-se em praticidade temporal. Faça isso ou aquilo e rapidamente terá. Teremos. Terei.
Amar é tão simples e bom, faz bem a alma, mas dilacera o corpo.
Negar-se diariamente é a tarefa mais árdua destinada a mim. Sinto como se meus membros fossem tolidos violentamente no surdo silêncio da despedida.
Vira-se para não encarar a angústia de frente, mas, ainda assim, ela se apodera das lágrimas secas da pele rosada. Cuidado, as paredes machucam, tremem e rangem, e nunca trarão o conforto esperado.
São as expectativas que corroem os ossos? Ou seriam as palavras não proferidas?
Diga-me, pois o sentimento de ambas é tão próximo, tão íntimo, que me torno incapaz de diferenciar.
Anonimamente gostaria de entrar em seu coração, para encontrar meu lugar no meio de tanto tumulto.
Tanto barulho.
O silêncio encobre os maiores gritos; o contrário é mentira vã. Eterna.
As raízes que se fincam dia-a-dia no peito consomem a alma com a culpa do efêmero. Há algo que nem o maior dos maiores na terra pode suprir. Algo que não se pode dizer.
Tudo porque foi plantada a semente errada, na hora errada.
Olho para o teto que impede o brilho dos céus sobre mim. Despeço-me como num lamento mudo cujos olhos somente eu posso ver.
-Boa noite, eu te amo.
Abi Agnes Mourão
domingo, 29 de janeiro de 2012
Abandono
A negligência fez a poesia fugir da porta.
Minha displicência fez-me perder visões que eu tinha constantemente... fez-me perder a palavra.
Assinar:
Postagens (Atom)
