
Com dores de cabeça, barriga, machucados. Com uma formação inteira para ser plantada, valores inculcados, disciplinas a serem assimiladas.
É um ser humano.
Há muita responsabilidade nisso. Mais do que possamos imaginar.
Acredito que um filho muda sua vida, seu ritmo, suas perspectivas. Você não é mais o "eu", simplesmente... é o "nós". Você e seu(s) filho(s). Não há como ser displicente com tamanho presente quando se é uma verdadeira mãe.
Filho, quando chega, nunca mais vai embora, mesmo quando ele se une num casamento ou vai morar longe. Todos nós sabemos que a casa de nossos pais sempre estará lá, em qualquer situação.
Certa vez escutei que as crianças não podem ser o futuro de uma nação se não houver quem os forme. Esse é o papel de ser mãe: formar.
Mas, claro, formar lembrando-se sempre de que o filho é um ser tão humano quanto você, passível aos erros que você cometeu, das vergonhas que você passou, das dores, perdas e ganhos. Um ser pensante capaz de ter sua própria experiência, fazer suas próprias escolhas e trilhar sozinho um caminho.
Dizem que somente estaremos preparados depois dos vinte anos. Outros depois dos trinta. Uns arriscam que somente depois dos quarenta, mas eu digo que nunca, nunca estaremos prontos. Mesmo que venhamos nos preparar.
Sabe por quê?
Porque crianças sempre serão imprevisíveis.
Ah.. ser mãe...
Definitivamente nunca hei de ser.
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