
Quem?
Quem pode me escutar?
Se guardo o tesouro, quem irá procurar encontrá-lo?
Meu tesouro é desconhecido (muitas vezes para mim). Lapidado de fino gosto, perfeccionista, estilizado com o rústico moderno do ser. O meu ser. O ser de quem me cerca.
Quem sou senão a mulher multifaces de artes, que vivencia contextos inebriantes?
Ah, é fácil amar, ignorar e sonhar quando nada está a vista. É fácil esquecer quem sou se aquela velha história não martela mais.
Qual o sentido de tudo isso?
Vivo por palavras ou elas vivem em mim? Ou seria por mim?
Todas possuem brilhos e não discrepam de mim.
Mas, quem?
Por favor, diga-me quem pode me escutar?
Ou ouvir?
Quem pode?
Estes gritos são mudos, sumidos. Ainda assim renasceram sob uma nova faceta.
Então perguntaremos:
Quem, quem pode compreender? Todos escutam, mas é suficiente?
Quem, quem pode não nos entender?
Mas, esta pergunta pouco importa porque a arte é dada e possui a faceta de quem a tem.
Você pode me ouvir?
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